A IA E SEUS DEFEFEITOS

Um dos grandes adventos de 2026 é a utilização, no cotidiano, de ferramentas de inteligência artificial, principalmente na área de publicidade, propaganda e marketing. Obviamente, muitos recursos facilitam a rotina, melhorando processos, mas preste atenção quando menciono o "facilitar a rotina" como ponto de ferramenta e não de execução.
Assim como anos atrás, programas como Adobe Premiere, Illustrator e Corel Draw eram usados justamente para esta finalidade: facilitar a rotina, otimizar processos. Novamente, a aplicação é feita como ferramenta e não como instrumento principal. A utilização irresponsável da IA na área publicitária anda poluindo e quebrando conceitos que há anos demoraram a ser estabelecidos.
A partir do momento em que não temos uma percepção humana em um projeto, não temos a realidade; temos uma alusão de algo que poderia funcionar. Vendemos, falamos e convivemos com pessoas de diferentes partes do mundo. Torna-se intangível apertar um botão sem a configuração correta e esperar que essa bagunça "organizada por um algoritmo" diga que aquela ação funcionará, que aquele projeto é adequado.
A desvalorização de inúmeras profissões acontece todos os anos. A prostituição do que nos propomos a criar faz com que novos talentos parem de pensar e produzir e se reduzam a uma construção rasa e pobre, entregando para você, cliente final, algo tão comum quanto um fone de ouvido preto. É simples, comum e todo mundo tem, né?
Qual o sentido de contratar um profissional, uma empresa que utiliza 100% de seus feitos utilizando IA? Seria mais fácil não termos uma peça que consiga se comunicar, de fato, com quem você pretende alcançar?
Os defeitos da IA se dão pela má utilização desta mesma ferramenta, que deveria se comunicar com maior exatidão. Com a utilização desse benefício, a falta de noção e de profissionalismo cresce na mesma rapidez com que o chat responde ao seu bom dia.





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